Manifestantes fazem protesto antirracista em frente a unidade do Carrefour em Santo André, no ABC Paulista


Ação foi motivada pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas por seguranças em unidade da rede varejista em Porto Alegre. Manifestantes se concentram em frente a unidade do Carrefour em Santo André neste sábado (21).
Roberto Paiva/TV Globo
Cerca de 50 manifestantes se reuniram na tarde deste sábado (21) em frente a uma unidade do Carrefour em Santo André, no ABC Paulista, para protestar contra o racismo. A ação foi motivada pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um cidadão negro que foi espancado e morto por seguranças da rede varejista em Porto Alegre.
Por volta das 17h, o ato seguia pacífico. A unidade do Carrefour fechou as portas e os manifestantes se concentraram em uma das entrada.
Manifestantes fazem protesto antirracista neste sábado (21) em Santo André após a morte de João Alberto Silveira Freitas.
Roberto Paiva/TV Globo
Protestos antirracistas foram registrados em várias capitais brasileiras na sexta-feira (20), após a morte de João Alberto. Vejas imagens das manifestações pelo país.
Asfixia foi a causa da morte de João Alberto Silveira Freitas, apontam análises iniciais
Esposa diz que tentou ajudar João e foi empurrada
‘Agressão covarde’ e ‘ato de racismo’, diz pai
João Alberto tinha 40 anos, era soldador e deixa mulher e filhos
Carrefour Pamplona
Na sexta-feira (20), a 17ª Marcha da Consciência Negra em São Paulo terminou em frente a uma unidade do Carrefour da Rua Pamplona, no bairro dos Jardins, Zona Sul da capital paulista.
Após o fim do ato pacífico, um pequeno grupo de manifestantes usou pedras e paus para atacar a loja e quebrar vidraças da unidade, que fica dentro de um shopping da região. Neste sábado (21), a unidade reabriu normalmente com tapumes.
Supermercado Carrefour localizado na Pamplona, na Zona Sul de São Paulo.
Rodrigo Rodrigues/G1
Protesto Avenida paulista
Inscrição ‘Vidas Pretas Importam’ é pintada na Avenida Paulista
Por volta das 21h de sexta-feira (21), a frase “Vidas Pretas Importam” começou a ser pintada em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) na Avenida Paulista. A ação foi concluída por volta das 5h deste sábado (21) e também foi motivada pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas.
A ação na Avenida Paulista lembra o que manifestantes fizeram no Estados Unidos durante os protestos contra o assassinato de George Floyd, quando também pintaram avenidas de cidades americanas com inscrições como “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam, em tradução para o português).
Via que dá acesso à Casa Branca é pintada com os dizeres ‘vidas negras importam’ em inglês, no dia 5 de junho de 2020
Tasos Katopodis / Getty Images North America / Getty Images Via AFP
A pintura foi realizada por cerca de 30 pessoas do “coletivo de artistas produtores culturais”, que reúne profissionais de vários segmentos e voluntários (veja acima e abaixo vídeos da pintura). Os pintores contaram com o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que fechou parte da avenida no sentido da Rua da Consolação para que as pessoas pudessem trabalhar durante toda a madrugada.
A pista foi liberada totalmente pela CET às 13h25, quando a tinta secou. Antes, o tráfego de veículos era feito por uma das quatro faixas da Avenida Paulista. Outras três faixas estavam bloqueadas com cones no trecho de 180 metros onde há a inscrição “Vidas Prestas Importam”. Um pequeno grupo de manifestantes estava sob o Masp protestando pacificamente neste sábado.
Inscrição “Vidas Pretas Importam” foi pintada na Avenida Paulista
Reprodução / GloboNews
“Eu espero que a gente consiga dar o recado do tamanho que está sendo essas letras. Uma simbologia nessa cidade, nessa avenida. Não só no dia de hoje, a gente tem que exaltar o quanto é importante a vida dos negros e negras. Os pretos e pretas aqui no Brasil”, disse a artista e produtora Fernanda de Deus.
“Eu desejo que acabe [o racismo]. Porque essa violência sempre existiu. A diferença é que agora ela está sendo mostrada pela câmera de celular”, falou o artista visual João França.
“Essa frase deveria estar em todas as ruas e vielas para que a sociedade não esqueça o quanto o racismo é estrutural no nosso país”, afirmou Neto Duarte, artista plástico e produtor visual.
Initial plugin text
RSS
Follow by Email
Twitter
Visit Us
Follow Me
YOUTUBE
Leitores On Line